Inimigos na Trincheira

As declarações recentes dos Vice-Presidentes de Controladoria e Marketing a respeito do contrato celebrado com o atual fornecedor de material esportivo produzem efeitos contra o clube. Independente de cláusulas contratuais vantajosas ou não, alvejar parceiros sem que exista na manga uma solução supera o nível da pouca inteligência, atingindo em cheio a própria Instituição.

Ainda nesta semana, na ocasião da correta demissão do gerente de futebol, o VP de controladoria atribuiu ao demitido um erro que ele próprio, VP de Controladoria, cometeu. Apenas a fim de justificar uma dispensa que poderia ser posta na conta somente da incompetência em relação à pasta que o senhor Alexandre Farias conduziu sozinho.

Mas, não. O VP de controladoria, defensor ferrenho do planilhismo de botequim, errou na planilha dos percentuais de atletas presente no Balanço Patrimonial e, aproveitando o movimento contra o demitido, empurrou a responsabilidade covardemente.

Por outro lado, o VP de marketing ainda não explicou o que o levou a estampar na frente da camisa do Vasco uma permuta não realizada. Trata-se do “aporte” que, não cumprido, está destruindo o Colégio Vasco da Gama. A prática de aviltamento da marca se expande, ao descumprir contratos que levarão empresas a acionar o Vasco, como será o caso da AM4.

Tanto um, quanto o outro, são esquivistas com gosto. Fogem das próprias responsabilidades sempre que podem. Escondem que estão vivendo pior do que se viveu entre 2015 e 2017 – sob empréstimos e fiando-se nas negociações de atletas produzidos na base construída por outros.

Frente ao acúmulo de conversa para boi dormir, diante de blefes orçamentários e rigidez que não resiste aos resultados de quartas e domingos, cenário gravemente piorado por quem deveria defender, rasamente que fosse, os parceiros atuais, ou no mínimo não atacá-los, espera-se que estes senhores apresentem o que ficaram devendo na última reunião do Conselho Deliberativo, quando uma trégua foi oferecida.

Caso falte uma vírgula, caso os preceitos estatutários não sejam cumpridos à risca, o Grupo CASACA! votará pela abertura de sindicância que apure os atos aleatoriamente transparentes dos citados senhores.

Grupo CASACA!

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