O Fim do Baile de Máscaras

Baseado na obra de Carlos Drummond de Andrade, surge o “poema” O Fim do Baile de Máscaras, título sugerido pelo amigo Rafael Landa.

Julio, que se elegeu com Alexandre, que foi apoiado por Roberto, que procura o CASACA!.

Roberto, que abandonou Alexandre, que traiu Julio, que procura o CASACA!.

Julio, que conversa com Roberto, para derrubar Alexandre, que procura o CASACA!.

Paulo, que é parceiro de Artur, onde Lima almoça, que procurou o CASACA!.

Marco, que adora Antônio, que foi amigo de Carvalho, que viajava de graça e, embora quisesse, nunca achou o CASACA!.

Ricardo, que conversava com André, que ajudava Joaquim, que, certo dia, exigiu a presença do CASACA!.

António, que é “irmão” de José, que apoiou Fernando, que perguntou ao Eurico quanto custava o CASACA!.

Os nomes presentes no “poema” são ilustrativos, fictícios, aleatórios e acidentais, quando muito.

Há aqueles que se esconderam por trás do CASACA!. Há aqueles que negam que nos procuram três vezes antes do galo cantar, se preciso for. Há aqueles que se dizem “queimados” ao se relacionar com o CASACA!, mesmo quando são elogiados em público por alguém do grupo. Há os que acreditam que estávamos à venda, crença comum no Vasco de que tudo é possível comprar. Há aqueles que nunca significaram nada, embora pensem que sim.

Geni e o Zepelim se foram. Podem tentar o quanto quiserem: não temos vocação para o papel. Durante os anos de gestão do ex-Presidente Eurico Miranda, não participamos de funções gerenciais. Imaginamos que a gestão tenha sido a possível, frente a uma dívida triplicada em seis anos pela República das Bananeiras e diante das escolhas que ele próprio fez para auxiliá-lo.  

Dito isso, eu, que não tenho traquejo político e raramente participo dos diversos, variados, excêntricos até, encontros, fico de fora observando. Sabedor de que não movemos um fio de cabelo em direção a ninguém, por que será que parecemos tão atraentes?

Biombo, maldito, causador de vergonha, comprável ou mesmo na boca de imbecis, o CASACA! percorre o seu caminho no Vasco: defensor de uma agenda mínima de respeito, partícipe decisivo de uma reforma estatutária que jamais deixou o papel, crítico na oposição, ainda que ofertando a mão em favor do Vasco e sua torcida, com zero ação movida na Justiça contra a Instituição, aguerrido na situação. Procurem currículo semelhante.

No mais, apostem aí: as pedras, as trairagens, a falta de reconhecimento, a inveja não fazem nem brisa. Muito pelo contrário: têm fortalecido o grupo nos seus ideais e ideias. E servido como a plena justificativa para que deixemos para trás muitos daqueles que se esconderam nas costas largas de Eurico ou nos porradeiros da “seita”.

Quanto às novas, mas nem tanto, e às novíssimas conversas, que até imagino que possam ser sadias, deixo-as por conta dos caras que sabem e gostam de conversar. Apenas, de minha parte, digo o seguinte: o galo canta às cinco. E, se depender de mim, aqueles que nos negarem uma vez, que seja, vão para o saco junto dos outros.  O CASACA! não pega trem. Ele está no trem.

Abraço

João Carlos Nóbrega

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