Carta Aberta


Na próxima quarta-feira, o Vasco da Gama, enfim, realizará uma reunião sob pauta relevante. O item um versa sobre aprovação de uma reforma estatutária. O item dois diz respeito à realização de eleições diretas para a Diretoria Administrativa. 

Coincidentemente e infelizmente, não poderei estar presente no horário em função de compromissos profissionais. Cenário estabelecido, não deixaria de manifestar a minha opinião, que condiz com a do grupo que integro.

A respeito da reforma estatutária, o Grupo CASACA! participou na linha de frente de algumas proposições. Vencemos em algumas, fomos vencidos em outras, mas não está em jogo agora a vaidade. O Vasco precisa reformar seu estatuto, que tem 40 anos. E meio século hoje não representa mais o que sigjificava à época. Meio século na velocidade atual dos fatos é uma eternidade. Revisões podem ser feitas ao longo dos próximos anos, mas a modernização é imperativa. Aos tradicionalistas, uma obrigação foi cumprida: a alma da vascainidade segue intacta.

O segundo ponto da pauta, que está vinculado diretamente ao primeiro, versa sobre eleições diretas. Nosso posicionamento, já exposto em mídias sociais, é favorável. Quanto à realização neste formato já nas próximas eleições, nos colocamos também favoráveis, desde que respeitadas regras vigentes até aqui. Ou seja, que para o próximo pleito sejam válidas as candidaturas que se enquadram nas regras atuais, sob a possibilidade de votação direta por parte dos sócios estatutários. 

Aliás, fica aqui uma primeira sugestão, por hora vencida, para que uma revisão estatutária preveja em futuro próximo o direito a voto da categorias mais graduadas (graduação estabelecida pelo próprio programa) de sócios torcedores. 

Boa sorte aos presentes no dia 4/12. Que, pelo menos por um dia, sejam despidos os trajes compostos por interesses pessoais e se olhe pelo clube, que precisa caminhar. 


João Carlos Nóbrega

Conselheiro Nato

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