Anote, se for possível

Em 15.2.2019, uma semana depois do incêndio na concentração do Flamengo, a diretoria do Vasco decidiu colocar na camisa do clube uma bandeira do adversário.

A questão gerou protesto por escrito de conselheiros, dentre os quais este que vos fala.

A respeito desta manifestação, o professor Juca Kfouri assim se pronunciou:

“Conheça os nomes, e anote se for possível, de 102 trogloditas que se opuseram à linda demonstração de solidariedade dada pelo Vasco às vítimas da tragédia do Ninho do Urubu. E jamais queira tê-los perto de você….”

Há vários motivos para se fazer homenagem a um par. Definitivamente, a negligência não é um deles.

Uma coisa era deixar claro o sentido de solidariedade do Vasco para com as vítimas e seus familiares. A outra era se abraçar a quem descuidou de seus adolescentes.

Vale lembrar que em 2000, quando parte do alambrado do Vasco envergou, contabilizando um total de zero vítima fatal, o professor Juca Kfouri ignorou a sua veia pulsante pela solidariedade. Foi um dos primeiros a exigir que o título fosse dado ao São Caetano e o responsável pelo Vasco preso. O Flamengo prontamente o acompanhou.

De fevereiro de 2019 para cá, assistimos estarrecidos ao silêncio absoluto e constrangedor da mídia sobre a negligência do Flamengo, quebrado agora em função de um ligeiro desacerto de contas entre o clube e a Globo.

Bem, mas e o professor Kfouri? Ele continua em silêncio. Anote o nome do professor, se possível. E jamais queira tê-lo perto de você.

João Carlos Nóbrega

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