Omissão: Mais Um Capítulo


O Flamengo atua convicto nos bastidores. No momento, tem como objetivo conseguir em âmbito nacional aquilo já obtido junto à Sulamericana: devolver sua torcida aos estádios. Discussão sanitária à parte (por enquanto), a diretoria se mexe de acordo com seus princípios,  certezas e observações em favor do clube. Sabe que torcida no estádio pode fazer diferença nas horas decisivas de campanhas do time de futebol.

O Vasco disputou 40% da série B e seu futuro desportivo ainda é indefinido. Com base neste desempenho, não é pessimista acreditar que o acesso à série A será disputado ponto a ponto. Nesta disputa, talvez a presença do torcedor em São Januário seja absolutamente decisiva no returno. 

Ocorre que não há sequer cheiro de posicionamento da diretoria em relação ao tema. 

É a favor do retorno do público? Se sim, o que tem feito para isso? Já há algum protocolo para receber torcida em São Januário? Se movimenta junto à prefeitura, com a qual aparentemente tem boa relação? Há um limite de público imaginado – 3 mil, 5 mil, 10 mil torcedores? Como evitar aglomeração nas arquibancadas? Ninguém sabe. O plano, se existe, trata-se de um mistério. 

Por outro lado, se os dirigentes do Vasco são contra a volta do público, deveriam deixar às limpas. E, então, seria permitido que interpretássemos: é receio sanitário? Ou o lema do “tranque-se em casa” está sendo utilizado de acordo com a conveniência balizada pelo temor de se perder o ambiente controlado das arquibancadas vazias? Tal questionamento cabe porque tem sido muito simples dar os braços ao discurso da blogueraria profissional, que chama de crime evento que não pode transmitir e festa da fraternidade aqueles que pode. 

De toda sorte, já passou da hora do torcedor do Vasco cobrar um posicionamento biônico da diretoria omissa. Conforme está não pode ficar. A campanha groselha na série B significa mais um passo para a catástrofe. É o conformismo com o re-rebaixamento. Precisa-se saber como seremos daqui até o fim do ano – compactuadores da pusilanimidade ou co-respinsaveis pela volta do Vasco à série A. Se depender de Salgado e do animador de auditório que o substitui, seguiremos chutando o sofá.

João Carlos Nóbrega 

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